NRE recebe representantes da CUT e Força Sindical

 

A presidenta do Sindireceita, Sílvia Felismino, destacou que a categoria decidiu iniciar o debate sobre a possibilidade de filiação do Sindicato a uma das centrais por entender que hoje este é um caminho possível

 

Representantes das duas maiores centrais sindicais do País participaram ontem, dia 16 de maio, da 55ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Representantes Estaduais (CNRE). O convite surgiu após a aprovação da proposta que foi discutida no CNRE realizado em dezembro de 2011 e teve por objetivo iniciar aos debates sobre a possibilidade de filiação do Sindireceita a uma central sindical. Participaram das discussões com a categoria o secretário de Relações Institucionais da Força Sindical, Carlos Cavalcante de Lacerda e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos.

A presidenta do Sindireceita, Sílvia Felismino, lembrou que a aproximação da categoria e do Sindicato com as centrais no passado não foi possível devida a uma visão equivocada de parte desses setores que não reconhecia o servidor público como um trabalhador. Como essa percepção foi sendo alterada ao longo dos anos, afirmou Sílvia Felismino, abre-se agora uma oportunidade para o início das discussões.

O presidente da CUT, Artur Henrique, agradeceu o convite para participar do CNRE e destacou a importância do diálogo da Central com um sindicato nacional de servidores públicos

 

O presidente da CUT, Artur Henrique, agradeceu o convite para participar do CNRE e destacou a importância do diálogo da Central com um sindicato nacional de servidores públicos. Hoje, 40% dos sindicatos filiados a Central são de servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal. Ele lembrou a importância da Central na mobilização e organização da pressão sobre patrões e governos e a luta constante para alterar e melhorar as relações de trabalho, bem como a busca pela construção de um outro modelo de desenvolvimento para o País. Entre as bandeiras históricas da CUT, Artur Henrique citou atuação por mais liberdade, autonomia e independência dos sindicatos em relação ao Estado. “Também por isso a CUT luta contra a unicidade sindical e contra o imposto sindical. Esses pontos estão colocados no estatuto da Central desde 1983, isso porque entendemos que unicidade é diferente de unidade. Quem tem que decidir sobre essa unidade são os próprios trabalhadores e não uma lei que impõe uma unicidade e como um sindicato deve funcionar. Também consideramos que deve ser o trabalhador que deve decidir sobre a forma de sustentação financeira de suas entidade sindicais”, disse. Artur Henrique lembrou que o papel da Central é mobilizar os trabalhadores e pressionar por mudanças gerais como melhorias nas relações de trabalho, lutar pela conquista e manutenção de direitos, enquanto cabe aos sindicatos de base negociar salários e outros benefícios.

O secretário de Relações Institucionais da Força Sindical, Carlos Cavalcante de Lacerda, também agradeceu ao convite e destacou as várias ações conjuntas desenvolvidas em parceria com o Sindireceita

 

O secretário de Relações Institucionais da Força Sindical, Carlos Cavalcante de Lacerda, também agradeceu ao convite e destacou as várias ações conjuntas desenvolvidas em parceria com o Sindireceita, especialmente na divulgação das ações da campanha “Pirata: tô fora! Só uso original.” Ele ressaltou ainda a importância das ações desenvolvidas pelo Sindicato com o projeto Fronteiras Abertas e a necessidade de aproximação dos sindicatos de base com as centrais, independente do setor de atuação dos trabalhadores. “As centrais tem um papel importante de mobilização e articulação dos trabalhadores. Temos que fortalecer nossa atuação e as centrais tem uma papel fundamental nesse processo. Acredito, principalmente, que temos que descentralizar essa atuação e trabalhar para fortalecer sindicatos por todo o País, especialmente em regiões menos desenvolvidas como no caso do Norte do Pais”, destacou.

O presidente do CNRE, Gerônimo Sartori, agradeceu a presença dos representantes das duas centrais e lembrou que este é um debate que está começando e que outras oportunidades devem ser criadas para discussão com a categoria da possibilidade de filiação do Sindireceita a uma central sindical.